Filósofo Luc Ferry faz tremer quem diz que gosta mais dos bichos do que das pessoas

Postado em ago. de 2022

Literatura | Filosofia | História | Sociedade

Filósofo Luc Ferry faz tremer quem diz que gosta mais dos bichos do que das pessoas

O destaque é dado pela Folha de S. Paulo em matéria publicada a partir de em uma entrevista realizada com o escritor francês para falar da sua conferência que será realizada na Temporada 2022.


Reconhecido por trazer a filosofia de volta ao cotidiano, o francês Luc Ferry é um dos filósofos mais lidos da atualidade. Autor dos best-sellers Aprender a viver e 7 maneiras de ser feliz. Durante o Fronteiras do Pensamento 2022, ele fará uma conferência em São Paulo, no Teatro Claro, em 19 de setembro, e outra em Porto Alegre, na Casa da Ospa, em 21 de setembro. Se vocês ainda não garantiu o seu pacote de ingressos, acesse o site e faça parte! 

De Toulouse, na região francesa de Occitânia, o conferencista conversou com a repórter Ursula Passos. "'Vemos os humanos se mobilizando para salvar focas e baleias, mas nunca vimos o inverso", diz Luc Ferry ao criticar os que animalizam os humanos e humanizam os animais e, assim, tentam apagar a especificidade humana, tão cara aos pensadores humanistas, que sublinham a liberdade e as histórias cultural e política como exclusivamente nossa. 'Eu vou esperar que os animais tenham bibliotecas e escolas para os considerar como irmãos', completa o francês, em conversa por e-mail, para fazer tremer os que usam máximas como "gosto mais de bicho do que de gente', reflete. A crítica à indiferenciação entre animalidade e humanidade é um dos temas presentes em seu recente livro Les Sept Écologies, ou as sete ecologias, lançado na França no ano passado. Nele, o escritor best-seller elenca as grandes correntes da ecologia política, ataca veganos, os "fundamentalistas verdes", a "ideologia" do decrescimento, os seguidores de Greta Thunberg, e defende o ecomodernismo." A matéria completa está disponível para assinantes da Folha de S. Paulo.

Um dos filósofos franceses mais lidos da atualidade, é reconhecido por obras que trouxeram a filosofia de volta ao cotidiano. É doutor em ciência política pela Universidade de Reims, onde atuou como professor. Também lecionou na ENS-PSL em Paris, no IEP-Lyon e nas universidades Caen Normandia e Paris VII. Foi ministro da educação entre 2002 e 2004, e agraciado com os graus de Cavaleiro da Legião da Honra e da Ordem das Artes e das Letras da República Francesa.

Autor de mais de 70 livros, traduzidos para mais de 45 idiomas, é colunista do jornal Le Figaro. Entre suas obras destaca-se Aprender a viver, best-seller que recebeu o Prêmio Aujourd’hui, um dos mais conceituados na França, e também 7 maneiras de ser feliz, A mais bela história da filosofia, O homem deus, A inovação destruidora, A nova ordem ecológica, Dicionário amoroso da filosofia e A revolução transumanista, entre outros. Seu livro mais recente é Les setp écologies, ainda não publicado no Brasil.

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